sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A Culpa é do Professor?

Na mídia, notícias sobre educação são publicadas não mais apenas em cadernos de ensino, mas também nas páginas policiais, desvelando agressões e agredidos. A luta a favor de melhores condições de trabalho coloca frente a frente o professorado e os governos. Entre tantas situações contemporâneas, pensar a atuação docente é um grande desafio, o qual deve mobilizar a todos nós.O professor Sérgio Haddad, revela os desafios dessa importante profissão e nos convida a “transver” o mundo sob o olhar atento à recriação do papel dos(as) professores(as).


Sérgio Haddad,

professor, coordenador-geral da ONG Ação Educativa.
Endereço eletrônico: sergiohaddad@terra.com.br

Mundo Jovem:É possível afirmar que hoje há uma certa desvalorização do(a) professor(a)?

Sérgio Haddad: O processo de desvalorização vem junto com a universalização da escola, principalmente no Ensino Fundamental. Na medida em que houve uma abertura de vagas muito grande, e esta abertura foi feita com um volume de recursos que não acompanhou as necessidades. Simplesmente aumentaram o número de alunos na sala de aula, aumentaram as turmas, aumentaram as classes, enfim, um aumento de despesas não correspondentes. E o professor sofreu muito com isso e pagou com sua desvalorização.

Mas por que se culpa o(a) professor(a)?

Sérgio Haddad: Eu acho inclusive que, hoje, o(a) professor(a) passou a ser criminalizado. Antigamente você dizia o seguinte: com a universalização, a escola pública ficou pior, porque os pobres entraram na escola, a criança não tem experiência escolar, os pais não têm experiência escolar, então você empobreceu a escola pública. Naquela época culpabilizavam os alunos. Agora, o processo é outro.

Qualquer questão é um problema do(a) professor(a), com suas disponibilidades, com suas dificuldades. Ele(a) é o(a) grande responsável por todos os problemas que acontecem na escola. E não é bem assim, afinal existe uma quantidade de fatores que impactam a qualidade da escola pública, e nós não podemos deixar na mão do(a) professor(a) a única responsabilidade disso.

É comum ver nas páginas dos jornais e nos discursos dos governantes a responsabilização do professorado pela insuficiência da qualidade do ensino, alegando formação deficiente, absenteísmo e falta de compromisso pessoal com a carreira. A consequência imediata é a ausência d participação dos docentes nos debates públicos e na formulação das políticas, ficando na mão dos órgãos centralizados e dos especialistas o papel de conceber e formular ações pedagógicas, relegando ao professorado o papel mecânico de aplicar tais ações.

Isso não compromete o papel de educador(a)?

Sérgio Haddad: No novo cenário, eles(as) passam a ser o principal “bode expiatório” dos insucessos dos sistemas de ensino, recebendo a pecha de incompetentes e/ou descomprometidos, em grande parte do discurso de gestores e da imprensa. Parece evidente que tal deslocamento tem a ver com a mudança no perfil socioeconômico do professorado, decorrente da massificação da escola. Ele passa a ser composto por uma parcela cada vez maior de mulheres oriundas das classes populares, com participação crescente de afrodescendentes.

Diante desse cenário, impõe-se o desafio de compreender e denunciar os significados políticos e consequências pedagógicas desse processo de culpabilização dos(as) professores(as) e, principalmente, de fazer frente a ele, produzindo uma contraideologia nos marcos dos direitos humanos, da democracia e da justiça social. É fundamental desenvolver estudos, implantar políticas e apoiar iniciativas dos próprios professores e professoras que contribuam para a recriação de seu papel como educadores e servidores públi cos, intelectuais, ao mesmo tempo autônomos e comprometidos com um projeto republicano de educação pública de qualidade para todos.

O que tem a ver a classe social e a etnia das professoras?

Sérgio Haddad: O trabalho do professor foi feminilizando mais do que era. E mais do que isso, ele tem incorporado cada vez mais pessoas negras e pardas. São essas pessoas que estão dando conta e estão trabalhando nas escolas públicas. Por isso temos que tomar cuidado, porque nós podemos estar próximos de uma criminalização do professor que tem por trás toda uma visão machista, preconceituosa, racista, que a sociedade tem em relação ao professor.

E os casos de violência na escola, especialmente contra o(a) professor(a)?

Sérgio Haddad: As brigas na escola sempre aconteceram. Mas hoje tem a televisão que está dando uma dimensão muito grande a esses fatos. E temos que ter um pouco de cuidado com isso.

Eu diria que a violência não é uma característica da escola, e sim de toda a sociedade. Os casos de violência na sociedade, de maneira geral, cresceram: os muros subiram, as grades subiram, o número de vigilância privada cresceu... E a escola não é imune a esse comportamento da sociedade. Cresceu a falta de respeito entre pais e filhos, mudou o tipo de relação e isso também mudou na sala de aula. Daí muda também a característica da relação de respeito com o professor. A unidade escolar é um laboratório do que está na sociedade. O aluno não está isento e isso é que a gente vê refletido na escola.

Você identifica um processo de mercantilização da educação?

Sérgio Haddad: Eu acho que na medida em que os interesses privados entram na escola, você começa a ter algo que diz respeito menos ao sentido público dessa escola e mais ao que é diretamente ligado à questão privada. Um exemplo: hoje cada vez mais você vê sistemas educacionais entrarem nas redes públicas, subsídios privados, que botam apostilas, vendem aulas públicas que acompanham pelos telões, acompanhamento pela internet... E tudo isso vai criando uma visão muito própria e tirando do(a) professor(a) a capacidade de produção, de criação. É uma coisa dada, não é a experiência do(a) professor(a). Quando você tira isso da mão dele(a) e entrega para pessoas que produzem, você acaba privatizando de alguma forma o processo educacional. Você tira a ação pública desse(a) professor(a) para interesses privados de alguns deles, sob o ponto de vista da sua perspectiva pedagógica, da sua autonomia como profissional..

Há pesquisas que constatam que um grande número de professores sofre com problemas de saúde. A que se pode atribuir isso?

Sérgio Haddad: É um reflexo das condições de trabalho, dessa violência etc. Talvez em nenhuma outra profissão ou em poucas profissões você tenha que ficar frente a frente com um conjunto de 30, 40 pessoas, num confronto, dando conta de algo que é de difícil realização, pressionado de fora para dentro, culpabilizado pelo seu trabalho. É natural que isso afete a pessoa. E imagino que os alunos também se sintam “pesados” com essa situação.

A partir das mudanças do mundo, há uma exigência que o(a) professor(a) também mude?

Sérgio Haddad: Todo professor tem que se atualizar. Todo o processo de mudança social ou tecnológica tem que ser incorporado e o(a) professor(a) tem que ter condições de fazer isso. Se ele(a) estiver ocupado o tempo todo em dar aulas porque precisa sobreviver, vai ter dificuldade para se atualizar. Então é preciso que se deem as condições e se crie a disponibilidade para isso.

A valorização também passa pela remuneração. É importante estabelecer um piso salarial para o magistério?

Sérgio Haddad: É extremamente necessário. Mesmo assim, 950 reais para o ano que vem e para 2011 representam muito pouco. E ainda assim há governantes que entram na justiça para não pagar esse piso. É de chorar...

A luta do professor tem sido uma luta de classe. A sociedade civil, os pais, os alunos não deveriam se engajar mais na defesa da educação e dos educadores?

Sérgio Haddad: Essa talvez seja a grande questão: por que a luta da educação é uma luta somente do professor e do sindicato? Por que os pais não se mobilizam para isso? Pesquisas nacionais dizem que os pais estão satisfeitos com a educação. Talvez porque não tenham experiência. Hoje, de fato, as pessoas têm mais escolaridade do que antigamente. As novas gerações têm mais escolaridade do que a geração anterior, e isso já é um ganho. Talvez essa possa ser uma explicação. E acho que se a escola se abrir mais para os pais, se os pais puderem estar mais dentro dela, poderá haver maior engajamento. O próprio sindicato se fecha, não há diálogo com os pais. Teria que se estabelecer uma grande parceria com os pais.

Com tantas cobranças e tantas dificuldades, ser professor(a) é uma atitude heróica?

Sérgio Haddad: Eu diria que hoje, apesar dessas condições, ser um profissional nessa área já é uma grande vitória. Quem se submete a trabalhar nessas condições que estão colocadas para o(a) educador(a)? Precisa realmente ter muita vontade de perseverar e tentar realizar o seu trabalho. E acho que grande parte dos(as) professores(as) tem essa característica.

Esta entrevista foi copiada do blog: http://vocesabendomais.blogspot.com/search/label/Dica

domingo, 20 de setembro de 2009

DICA de Como Estudar HISTÓRIA



Roteiro simples para estudar HISTÓRIA,(copiei do blog http://www.historiadigital.org/2009/06/como-estudar-historia-primeira-parte.html),sintetiza o conjunto de conhecimentos necessários para evitar estudar história através da decoreba de fatos e datas.Aliás, uma habilidade importante, considerando as mudanças esperadas no vestibular.Estas dicas valem, especialmente, para alunos do ensino fundamental e médio.

A dica


1- Situe o fato no tempo e espaço: Saber quando e onde ocorreu determinado fato histórico é condição elementar para saber história.
2- Analise o contexto histórico: contexto histórico é o conjunto de acontecimentos que cerca o fato em questão. É o ponto mais importante do roteiro, pois mostra que não existem fatos isolados. A noção do contexto histórico rompe com a decoreba de conteúdos.
3- Conheça os antecedentes: antecedentes são as causas de determinado fato histórico, e estão interligados ao contexto histórico. As causas permitem entender os motivos que levaram ao fato.
4- Compreenda o fato: isto é, entenda o evento propriamente dito, através de suas características e seu significado histórico.
5- Perceba os seus desdobramentos: desdobramentos são as consequências do fato estudado. Conhecer as consequências permite estabeleceremos um gancho para analisar o próximo fato histórico.
Aplicação

Exemplo de aplicação deste roteiro:

a) Fato Histórico: Primeira Guerra Mundial.
b) Espaço e Tempo: Europa, de 1914 a 1918.
c) Contexto Histórico: Imperialismo, Política de Alianças, Paz Armada.
d) Causas: Disputa de mercados imperialistas, Divergências político-econômicas, Revanchismos, Nacionalismo.
e) Evento: A guerra, O início, Blocos militares em conflito, Etapas, O término.
f) Consequências: Tratado de Versalhes, Fim da hegemonia européia, Surgimento de novas nações, EUA como potência mundial, Criação da Liga das Nações, Revanchismo alemão, Fortalecimento do nazi-fascismo.

Legal, não é? É trabalhoso também, mas vale a pena. Precisamos, urgentemente, romper com o ensino de história baseado na decoreba e este é um caminho legal.

Profª da STE: Marta de Lira

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Professores em foco...



Rochedo-MS, 03 de setembro de 2009.
Escola Estadual “José Alves Ribeiro”.
Professor Marcos Larréia Alves

Alunos da Terceira Fase:Período Noturno.

Projeto: Oficina de Poesias

Objetivos gerais: Tem como objetivo entender o que é uma poesia e sua importância para a Língua Portuguesa e para a literatura mundial, favorecendo assim o intelecto do aluno no processo ensino aprendizagem. Conhecer o estudo da língua objetivando o aprendizado e interpretando a leitura, visualizando a característica do autor. Praticar a oralidade conhecendo e respeitando sua importância.

Metodologia: Usar materiais variados para aprender algo inesperado. Pesquisar poesias em livros do ensino regular da rede pública de ensino, livros de poesias regionais como Manoel de Barros, Raquel Naveira e outros do Estado de Mato Grosso do Sul e ainda de todas as regiões brasileiras. Aproveitar a sala de tecnologia entendendo que é de suma importância para melhorar o descobrimento de novos horizontes. Ler e copiar corretamente conforme a característica do poeta.

Recursos: Quadro-negro, giz, lápis de cor, canetinhas, madeiras e tábuas pequenas, barbantes, tinta guache, papel kraft, caixas, pincel atômico, cola, tesouras, revistas velhas, caderno, canetas e pregos.

Competências e habilidades: Entender, aprender e aumentar a capacidade acadêmica do aluno em relação a sensibilidade às poesias.

Avaliação: Compreender o aluno descobrindo se o mesmo adquiriu conhecimentos sobre o assunto através da prática da leitura e interpretação. Descobrir se o aluno define as diferenças entre as características de cada autor e o motivo. Também trabalhar o recitativo.

Proposta de trabalho realizada em cinco aulas.

1) Pesquisar as poesias.
2) Providenciar material.
3) Separar as poesias depois da leitura.
4) Copiá-las no papel kraft
5) Transforma-las em material perfeito para exposição.
6) Realizar atividades e questões sobre as poesias para interpretá-las.
7) Corrigir as atividades.
8) Transformá-las em pequenos cadernos para expor.
9) Expor as poesias utilizando cavaletes de madeiras regionais.
10) Convidar a comunidade escolar para visitá-las.

Boa Leitura!
ALUNOS PARTICIPANTES DO PROJETO:
Ana Maria Queiroz

Edvan Pereira

Emerson Aparecido

Kátia Ariane

Kenniffer Roosevelt

Marcilene Vieira

Maria Ramona

Ordonez Venites

Ronaldo Alves

Silvio Pereira

Sueli da Costa

Ivan Celestino

Bruno Tavares

Érica Vieira

Ezequiel Tavares

Claurival Poussan

* O trabalho citado acima foi realizado pelo professor Marcos Larréia na 3ª Fase do turno noturno. Parabéns professor pela iniciativa.


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Projeto INFLUENZA A (H1N1)










No dia 02 de setembro de 2009 as professoras Zoé e Marta, passaram um slide explicando o histórico da gripe ao longo dos tempos e um vídeo produzido pelo MEC sobre o que é, contagio e higienização das mãos.O projeto teve como um dos objetivos:
* Despertar nos alunos atitudes preventivas contra esse mal que tanto vem causando preocupação nas pessoas e nas estâncias de governo.
* Fazer com que a Escola se mobilize tomando atitudes que possam ajudar as famílias de nossos alunos a se prevenir e se organizar no caso de um surto em nosso município.
O projeto prevenção da H1N1 foi realizado em duas etapas:
* A primeira para os alunos do 1º, 2º e 5º ano do Ensino Fundamental, ambos do período vespertino.
*A segunda para os alunos do 6º, 7º, 8º e 9º ano do Ensino Fundamental. A orientação para a elaboração do projeto e da realização da atividade foi emanada da Secretaria de Estado de Educação /MS.

Profª da STE: Marta de Lira












segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Reunião e Estudo com os professores e administrativo da Escola Estadual José Alves Ribeiro




















No dia 29 de agosto os professores e o administrativo da Escola Estadual "José Alves Ribeiro", reuniram -se na Escola Estadual para fazeram o estudo da proposta pedagógica e avaliação. Foi feito os grupos, mas antes de trabalharem nos grupos foi feita uma homenagem à profª Vera Lúcia que faleceu no dia 17 de agosto, foi apresentado um vídeo feito pela profª Marta de Lira.Os temas ficaram da seguinte forma:
* Grupo 1/2/3/4
PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DA ESCOLA: UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA;
*GRUPO 5/6 - Avaliação da Aprendizagem;
*GRUPO 7/8 - Avaliação da Aprendizagem na Escola e a Questão das Representações Sociais;
*GRUPO 9/10 - Avaliar para Quê?De acordo com Luckesi (1999), a avaliação que se pratica na escola é a avaliação da culpa;
*GRUPO 11/12 - Considerações Gerais sobre Avaliação no Cotidiano Escolar;
A elaboração da Proposta Pedagógica da Escola estadual José Alves Ribeiro que já vem trilhando seu caminho há vários anos, mas efetivamente começou a ser concretizada em Abril de 2008, sendo vivenciada pelas pessoas envolvidas no processo, tem como objetivo intensificar o desenvolvimento de ações cooperativas para a melhoria do ensino – aprendizagem.



quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Olimpiadas de Matemática



No dia 25 de agosto os alunos da Escola Estadual fizeram as provas da 5ª Olímpiada de Matemática.